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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Retomada


Deixando a preguiça de lado, os demais afazeres também e retornando como um bom filho pródigo à essa, que foi minha primeira casa. No caso, meu primeiro blog. Quando o iniciei, minha ideia era transformá-lo num painel atualizado sobre o mundo das bibliotecas escolares e tudo o que diz respeito à educação. Serviria também de expositor de sugestões de leitura, uma vez que leio e recebo sempre novidades da área. Comecei com muito brilho no olhar, expectativa de interatividade e troca de experiências entre o meio das bibliotecas escolares, professores e demais profissionais que interage com a educação. Aos poucos, fui caindo na real de nossa realidade. Poucas ou quase nenhuma biblioteca, profissionais que não demonstram interesse por essa plataforma ou pela própria área. Todos muito focados em seus mundinhos. E nisso, faço minha mea culpa e me incluo.
Não sou nem nunca fui melhor que ninguém. Nem uma excelente profissional cheguei a ser nesses quase vinte e cinco anos de profissão. Sou bem medíocre pra falar a verdade. Fui pouco a pouco me acomodando na rotina dos afazeres aqui na biblioteca em que trabalho e hoje, sou uma pálida imagem do que sonhava ser ao me formar. Tudo o que exponho aqui, não é um desabafo e lamento de alguém que se sente fracassada. É um relato de fatos que não tenho como corroborar. Mas acho válido discutir aqui o que venho sentindo nesses anos.
Na realidade, a biblioteca nada mais é do que reflexo da Educação em nosso país. Eu ainda me sinto privilegiada em poder atuar numa biblioteca espaçosa, com um acervo rico e diversificado, poder trabalhar numa sala moderna com recursos tecnológicos de última geração. O que não acontece com a maioria dos profissionais que lutam diariamente para conseguir merrecas de investimento das suas escolas e contar com a mendicância de doações em forma de lixo com livros usados, rasgados,fétidos. Isso quando recebem doações.
A realidade de nossas biblioteca brasileiras são de uma tristeza sem fim. E bibliotecas escolares então, mesmo após o decreto de Lei 12.244, que exige uma em cada escola, é de sentar e chorar.
O blog ficou estagnado por longo tempo. Pensei inclusive, em apagá-lo. Mas, qual mãe tem a coragem de matar seu rebento mesmo que esse venha defeituoso e não tenha como sobreviver? Simplesmente não tive coragem de acabar com ele. Então, só me restou deixá-lo dormindo por tempo indefinido.
O atual momento político e econômico que vivemos trouxe ventos de retrocesso que muito me preocupa. A educação que sempre foi negligenciada por todos os governos deu pulos gigantescos para trás com as verbas congeladas por vinte anos. Então eu pergunto: O que fazer diante desse fato? Bater de frente indo às ruas e tomar cacetadas da polícia? Perder a visão por conta de balas de borracha ou por bombas? Perder de vez a dignidade conquistada a tão duras penas? Jogar fora um trabalho tão bonito que é a formação de cidadãos dignos e fortalecidos pela boa educação? E a biblioteca nisso tudo? Onde e qual é seu papel? O bibliotecário, esse profissional que, assim como o professor, sempre tão menosprezado pela sociedade, o que deve fazer? Continuar invisível para sobreviver ou se munir de audácia e fazer acontecer?
Como você leitor que ainda arrisca um olhar nesse blog pode constatar, não trouxe soluções mas sim, muitas indagações, muitas questões levantadas para juntos, discutirmos e encontrarmos algumas soluções para essa problemática. À partir de hoje, trarei para cá, sempre algumas reflexões minhas e de outros profissionais que encontrar por esse imenso universo chamado mundo digital. Vamos tentar, de alguma forma, movimentar nossas mentes em busca de melhorias. Para isso, conto com sua participação através de comentários. Vamos agitar?

quarta-feira, 12 de março de 2014

12 de março - Dia do Bibliotecário


Hoje é uma data para se comemorar e refletir sobre a carreira do bibliotecário. Em muitos Conselhos haverá comemoração, brindes, encontros entre profissionais, abraços, beijinhos e sorrisos a mil.
Veja bem, não sou contra nada disso, até gosto mas, ultimamente ando muito mais para a reflexão de nossa postura profissional e a ação que temos desenvolvido nas bibliotecas.
Com especial atenção para as bibliotecas escolares, tenho um olhar atento e um pouco entristecido por ver tão pouco sendo feito. Instituiu-se a lei nº12.244, mas o que temos visto até o momento é praticamente nada. Já está difícil construir ou manter as escolas públicas, o que dirá abrir uma biblioteca e admitir um especialista da área, no caso, o bibliotecário para administrá-la? A situação do bibliotecário não é muito diferente da situação do professor. Aliás, nos encontramos no mesmo barco sem leme nesse país desgovernado por uma trupe que deseja tudo, menos investir na educação. E o quadro se agrava a cada dia.
Quem estiver lendo pode até me achar uma pessoa pessimista, mas já digo de antemão que não sou. Se fosse já teria pulado fora desse barco faz é tempo. Mas apesar de tudo, ainda acredito e aposto na educação. E aposto principalmente numa escola com uma biblioteca bem gerida para atender a toda a comunidade acadêmica.
E apostando nessa ficha, desejo a todos os bibliotecários brasileiros um dia de muita alegria, um ano de muitas atividades e espaço para trabalhar. E claro, o reconhecimento da sociedade para com esses profissionais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Colóquio entre Educadores: um balanço do que foi visto e ouvido

Saí do segundo e último dia do Colóquio entre Educadores com um sentimento que a princípio, não estava conseguindo traduzir. E no caminho de volta ao colégio onde trabalho, vim pensando sobre isso. É muito bom ver profissionais que levam a sério seu compromisso com a área escolhida e observar que, mesmo com todas as dificuldades encontradas diariamente, eles não perdem seu foco, nem seu intusiasmo. Notei também que poderá demorar um pouco para mudar a imagem do bibliotecário escolar que a sociedade tem. No entanto, já antevejo movimentos bem suaves, quase imperceptíveis que levarão a um resultado positivo. É fato que o perfil do bibliotecário escolar e demais áreas terão que mudar pois o próprio mundo, a própria sociedade mudou porisso, não há mais espaço para o profissional extritamente técnico. Existe a necessidade de transformação em todos e nós, que trabalhamos dia a dia com o universo educacional também observamos esse mesmo movimento ocorrendo entre os professores que sofrem tanto quanto nós, esse descaso e essa ideia errônea do que fazemos e do quanto é importante nossa atuação em suas vidas. Participando do grupo Blogs Educativos onde a grande maioria é de professores, tenho lido muito a respeito da tristeza deles mediante o pouco caso que recebem de todos. Por mais que façam, nunca são reconhecidos e respeitados como deveriam.
Com toda essa crise - que não é de agora - só temos uma saída: renovação! Sinto no ar um cheiro de renovação na Educação brasileira. Grupos cada vez mais se mobilizam para que mude a forma de se educar no país. Esse modelo vigente não serve mais para essa sociedade que está em plena transformação e evolução. E nós, bibliotecários assim como os professores, também sofremos com essas mudanças e chego a seguinte conclusão: Ou paramos de lamentar e passamos a ação efetiva, ou seremos tragados e passaremos a ser uma breve e apagada lembrança. A biblioteca enquanto espaço físico ou não, também tem que passar por essa mudança e se adequar às novas necessidades. A mobilização tem de partir de todos e a união entre os que fazem parte dessa grande família que é a educação (professores, orientadores, assistentes, coordenadores, diretores, donos de escolas e bibliotecários) é algo que deve acontecer. Essa rusga existente entre o meio pedagógico e o meio biblioteconômico tem e deve ser deixada de lado para que unidos e fortalecidos, busquem novas formas para se trabalhar, serem reconhecidos e respeitados por todos. É interessante como as coisas vêm ao nosso encontro nos momentos em que passamos a refletir sobre determinado assunto. Já venho pensando sobre as mudanças há algum tempo e, como a grande maioria, continuo estacionada e acomodada aguardando que outros o façam por mim. No entanto, um sentimento ruim me acomete por não fazer nada que possa contribuir para mudar esse quadro. Sempre temos alguma desculpa. Só que chega uma hora em que não dá mais para "fingir" que o problema não é meu. A educação é problema meu sim pois boa ou má, se reflete em minha vida das mais variadas formas. E hoje, quando a última palestrante Silvana Aguiar iniciou sua fala que era sobre liderança, foi descortinando algo em meu espírito que desencadeou verdadeiro tsunami interior. E creio, pela reação de todos que ali estavam, que esse tsunami varreu agitando e muito essa "água estagnada" em nossos seres. Toda essa manifestação pessoal, é para agradecer a todos que participaram direta e indiretamente da realização desse encontro de profissionais realmente engajados em mudar o panorama vigente.
Ao Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª Região e ao International Association School Librasianship qu tem se empenhado em tirar do marasmo a biblioteca escolar em todo o país, a começar por aqui, São Paulo, o meu agradecimento sincero de tudo o que tenho visto, ouvido e presenciado em ações. Tenho absoluta certeza que esse projeto Mobilizador da Biblioteca Escolar se desenvolverá e amdurecerá de uma forma muito bonita. Isso já deixou de ser apenas sonho e está se transformando em realidade.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Livros: Mais uma falha na comédia (ou seria tragédia?) dos erros

Pois é, mais uma "pisada na bola" na implantação de livros adotados para as escolas. Teve uma repercurssão muito grande e negativa a retirada de mais livros da lista que o governo de São Paulo havia adotado para esse ano devido a linguagem inadequada. Leia mais

Sempre me questiono sobre a seriedade daqueles que são responsáveis por essa seleção pois é praticamente certo que ninguém se dá ao trabalho de ler esses livros para analisá-los e verificar para que faixa etária é mais adequado. Por outro lado, também é do conhecimento de todos que seguem "outros interesses" para a compra desse material que, com certeza não são interesses educacionais. Daí, a minha pergunta que nunca quer se calar: Quando é que se vai olhar com seriedade e responsabilidade para a questão educacional nesse país? Até onde irá esse descaso?

Esse tipo de trabalho deve ser desenvolvido por uma equipe capacitada, que entenda de literatura e que, principalmente leia e tenha noção de análise das obras. Não basta contratar professores para se fazer essa seleção. Não faço aqui uma crítica quanto a capacitação dos professores no geral mas, vamos combinar: tem muitos professores que não lêem absolutamente nada e daí, dá no que dá. E nesse caso específico, foi realmente uma comédia dos erros como já citei no título. Pôxa!!! Quando é que o brasileiro vai aprender a fazer a coisa de forma planejada e bem estruturada para não ter que refazer novamente a mesma coisa?

E enquanto isso, a situação da educação no país continua da mesma forma, ou seja, um caos! Da mesma maneira que está um caos a saúde (pública e privada também), a política (essa então...deixa pra lá), e todo o resto.

Affê!!! Olha que costumo ser uma pessoa otimista mas, diante de todo esse quadro...Só com muito esforço mesmo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dia do Professor - Blog Action Day - Pobreza: reflexão

Hoje temos dois assuntos de extrema importância para falar. Comemora-se nessa data o Dia do Professor e, no atual momento olhando o cenário nacional, não sei se há realmente algo a se comemorar. Na minha opinião, é um momento para grandes reflexões sobre a importância dessa profissão, do quanto ela influi na vida afora de uma criança e na responsabilidade social que, assim como o médico, exige dedicação e amor ao ser humano em formação. E isso, não é bem o que temos presenciado na maioria das escolas. Infelizmente, a educação no Brasil se tornou algo pra lá de capenga com pessoas em seus comando despreparadas e destituidas do perfil necessário para desenvolver um trabalho de qualidade na formação dessas crianças e de nossos jovens do Ensino Médio que a cada dia está pior. O ensino público está abarrotado de pessoas "encostadas", sem interesse algum em desenvolver um trabalho de qualidade, não se importando se esses alunos estão ou não aprendendo. E quando questionados, vêm com aquela famosa e batida frase de sempre: "Não ganhamos o suficiente para investirmos em nossa formação continuada. Para sobrevivermos, temos que trabalhar em três, quatro escolas e isso nos toma todo o tempo nos impossibilitando de investir em nossa formação."
Por outro lado, os educadores de escolas privadas, que têm um salário privilegiado, trabalhando em um espaço físico adequado e funcional, com salas de aula, laboratórios de física, química, ciências e literatura, alguns inclusive comportando até laboratórios de robótica, mantém a mesma postura acomodada e (na minha opinião o que mais me incomoda) descompromissada com a formação do aluno. E quanto a esses educadores? Qual a desculpa para essa "paralisia" com relação a sua profissão? Hoje em dia há tantos cursos - tanto presenciais, quanto virtuais - tantas palestras interessantes, fóruns, congressos que viabilizam o crescimento profissional de todos que fica difícil de acreditar que não podem melhorar. Daí me vem a eterna pergunta que nunca encontra uma resposta a altura: Você, mestre, você mesmo. Responda com toda sinceridade: você é professor ou está professor? Sim porque existe uma diferença bem grande entre essas duas posições. E, mesmo que você esteja temporariamente professor, você está plenamente de corpo e alma na atual profissão ou está apenas "transitando" descompromissadamente?
Queridos, amados e respeitados professores, não tomem minhas palavras como pedras que estou atirando sem nem prestar atenção em quem acerta. Convivo diariamente ao lado de vocês e, apesar de não ser uma professora também, circulo por esse meio educacional desde 1991 e já vi muitas coisas e presenciei também outras tantas que daria para escrever um livro. Por outro lado, acompanho de perto o quanto vocês sofrem de destrato, discriminação da própria sociedade que olham para vocês e não conseguem enxergar o valor que cada um traz em suas bagagens pessoais e profissionais, acompanho o descaso do governo que finge que vocês não existem enfim, consigo observar a problemática por todos os ângulos possíveis e visíveis. Mas o que mais me tem preocupado nos últimos tempos, é perceber que a auto-estima desse profissional está abaixo do roda pé e que, dessa forma, fica quase impossível de se reverter a atual situação afinal, são vocês mesmo que têm que superar toda essa problemática adquirindo forças para mudar o quadro atual. Vocês têm que ser os primeiros a reconhecer seus reais valores diante dessa sociedade que tanto caresse de uma educação melhor. Compreendo também que palavras são bonitas, fáceis de se expressar mas que não resolvem nada mas, se não derem um primeiro passo para a mudança, nada realmente surgirá no horizonte. Por outro lado, o quadro não é tão negro quanto parece. Apesar de tantos problemas, ainda existe aqueles "guerreiros" que labutam incansávelmente e que dia-a-dia mostram seus valores desenvolvendo com seus alunos projetos inovadores e acrescentando valor à aprendizagem de seus pupilos. E isso me deixa muito feliz pois só me mostra que nem tudo está perdido e que há ainda muito a se fazer e, que bom que há muito por se fazer não é mesmo? É sinal de que há um vasto campo a ser explorado pelos educadores do país todo. PROFESSORES DE TODO O BRASIL, PARABÉNS PELO SEU DIA! Acreditem em suas missões, acreditem em seus potenciais de ensino e orientação. Não se deixem desanimar pelos percalços que possam aparecer em seus caminhos. Invistam sempre em seu aprimoramento profissional e pessoal pois é a junção desses dois que te formam o profissonal de valor que é.

O outro tema do dia está diretamente ligado a educação e não dá mais para fechar os olhos para essa questão: A POBREZA MUNDIAL.
De acordo com um relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento - Unctad apresentado nessa terça-feira, os países mais pobres do mundo se encontram em uma situação extremada.
Conforme o documento, o número de pessoas que vivem com menos de US$ 1 por dia nos 49 países mais pobres do mundo - principalmente na África - mais do que duplicou nos últimos 30 anos, chegando a 307 milhões, o que equivale a 65% da população. As estimativas são de que, se nada for feito, este número pode chegar a 420 milhões em 2015, data estabelecida pela ONU para diminuir a pobreza mundial pela metade.Mas a Unctad alerta que a saída para reverter esta situação é que os países mudem suas políticas domésticas e a comunidade internacional adote um objetivo simples: o crescimento econômico. (Dados retirados da página BBC Brasil.com)
Só que aqui, dou meu parecer de uma leiga que não entende absolutamente nada de economia mas que costuma fazer uma leitura do mundo e o que entendo é o seguinte: para que haja nesses países uma crescimento econômico eficaz, é necessário investir massivamente na...EDUCAÇÃO.
Afinal, uma país de analfabetos dificilmente - ou melhor dizendo - nunca conseguirá sair do patamar de extrema pobreza pois sem ler nem escrever e sem ter uma formação profissional, um país não sai do lugar ou seja, permanecerá na total pobreza. Essa é uma realidade que vemos diariamente nos jornais,na internet, em documentários na TV. Tomemos como exemplo países da África que, de 49, 34 países se encontram em situações de risco. São países completamente dizimados pela guerra, por um governo corrupto e totalmente desligados de suas responsabilidades para com a população e que querem que assim permaneçam. Afinal, investir na educação significa tirar a população da ignorância e isso não é de interesse desses governantes.
Com relação a pobreza no Brasil, por vivermos no eixo Sul-Sudeste, onde o país é mais desenvolvido, as pessoas não conseguem perceber a gravidade da grande maioria que vive na linha da pobreza. Pessoas vivem la linha da pobreza em várias regiões do país sem terem uma habitação decente, sem se alimentarem de forma adequada, crianças vivendo fora das escolas, trabalhando no campo, não tendo a chance de estudo e de um crescimento dentro do que aceitamos como forma normal. Mesmo aqui em São Paulo, basta sairmos às ruas para depararmos com pessoas vivendo nas ruas, dormindo sob viadutos, mendigando nos semáforos, batendo em nossas casas em busca de um prato de comida. O que vem a ser isso? É a pobreza esbarrando em nós, nos incomodando, enfeiando as cidades. Não dá mais para conviver com isso e fingir que não existe. Porisso hoje, juntamente com outros blogueiros estamos fazendo essa manifestação em prol do fim da pobreza mundial. De alguma forma precisamos fazer algo e, através da blogagem, é uma maneira de iniciarmos a conscientização - em primeiro lugar nossa mesmo - de todos que por aqui passarem para em seguida, passarmos à ação de fato. E aqui deixo minha reflexão à todos: Vamos nos empenhar na educação no país para combatermos a pobreza moral, intelectual e material. Essa é a minha mensagem do dia

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dia Internacional da Alfabetização 2008 (2)

Ainda falando sobre esse tema afinal, muito se tem a dizer e mais ainda a fazer, quero deixar aqui meu agradecimento a Giorgia do blog Saia Justa que é uma lutadora incansável sobre esse tema e que de tão longe lidera um trabalho muito bonito sobre esse tema. Giorgia é uma brasileira que atualmente vive na Alemanha mas que continua com seu coração por aqui e seu sonho é um dia ver esse povo vivendo em melhores condições financeiras e intelectuais. Giorgia como eu e tantos colegas do mundo virtual sonha em ver o Brasil com uma educação de primeira com escolas decentes e professores reconhecidos como merecem ser.
Segue abaixo alguns endereços do que se tem feito por aqui e em alguns outros países:
Alfabetização Solidária
Ministério da Educação MEC
Centro de Referência em Educação Mario Covas
Alfabetização Voluntária
UNESCO no Brasil
Literacy
Literacy India
Sil International
Portugalook

Dia Internacional da Alfabetização 2008













(Trecho retirado do site da UNESCO)
Comemora-se hoje O Dia Internacional da Alfabetização 2008, celebrado em 8 de setembro, sinaliza a importante relação entre a alfabetização e a saúde. Este é o tema para o biênio 2007-2008 da Década das Nações Unidas para a Alfabetização.
A UNESCO e seus parceiros enfatizam o quanto a alfabetização é significante para sociedades saudáveis, com ênfase maior nas epidemias e doenças contagiosas como a Aids, tuberculose e malária. Estes são umas das principais preocupações da saúde pública mundial. O tema do Dia Internacional da Alfabetização para o ano de 2008 é “A alfabetização é o melhor remédio”.
Leia Mais (em inglês)
Um tema tão importante e, infelizmente tão presente ainda não só entre nós brasileiros mas em todo o mundo. É algo que para nós que somos alfabetizados, que temos nosso "canudo", que temos profissão reconhecida e uma vida regrada e inserida no mundo das letras algo inimaginável. Contudo, a realidade aí fora se mostra bem diferente. No caso do Brasil, comunidades inteiras, adultos que em pleno século XXI são incapazes de reconhecer as letras do alfabeto e que mal sabem escrever seus nomes num garrancho quase que ilegível. Quando se chega a nós os dados estatísticos de que cerca de 75 milhões de crianças no mundo inteiro se encontram fora das escolas e que 774 milhões de jovens e adultos são analfabetos, isso me causa arrepios e uma indignação sem fim. Afinal, uma vez que vivemos num mundo cercado pela informação e que essa informação na sua grande maioria se encontra no formato escrito, seja ela nos jornais, revistas, livros e internet, mostra-nos uma realidade que impede esses milhões de seres analfabetos de conquistar uma vida decente e digna. Sem ler nem escrever não conseguirão trabalho qualificado. Não tendo um trabalho qualificado com certeza não terão moradia, vestimentos, bens materiais como alimento, medicação e isso, fatalmente desenboca na qualidade de vida comprometida levando o indivíduo a doenças que podem se tornar fatais. Portanto, educação e saúde andam paralelas uma se apoiando na outra. Agora eu pergunto: é justo em pleno século XXI termos ainda pessoas nessas condições?
No caso do Brasil, eu que sempre apostei na educação, que sempre me empenhei em estudar, me sacrificando para pagar meus estudos pois todos eles foram pagos com excessão do ensino fundamental que foi público fico revoltada com a qualidade do ensino em todo o país que descambou de forma tão drástica. Trabalhando na área educacional desde 1991, observo que ocorre uma paralisia em toda a sociedade brasileira com relação a qualidade da educação.
As escolas fecham os olhos para várias questões no quesito qualidade se atendo apenas em "aparentar" uma modernidade apostando na tecnologia dentro das salas de aula esquecendo-se do principal que é o ser humano que ali está se formando ano após ano. Por outro lado, os professores (e aqui deixo bem claro que não estou generalizando pois ainda contamos com ótimos educadores que lutam incessantemente por uma formação de qualidade) apáticos, desmotivados, muitos sem princípios nem ética, que vão dia-após dia na escola em que lecionam apenas fazendo um discurso mofado, sem fundamento, obsoleto e desatualizado. Do outro lado, alunos que já vêm de casa mal nutridos, vindos de uma rede familiar desequilibrada, sentando-se em carteiras duras numa sala de aula sem nenhum atrativo e passam um período inteiro "bombardeados" por informações mal passadas por um ser que se diz "professor" irritado, mal informado e sem nenhuma didática inovadora que possa despertar nesse aluno a curiosidade pelo conhecimento. Um outro lado ainda nos mostra um núcleo familiar onde pais sobrecarregados em trabalhos muitas vezes estressantes, não têm tempo, nem paciência, muito menos interesse em se mostrar sensibilizados pelo formação de seus filhos de forma completa. Trazem em suas consciências mal formadas a noção de que já fazem muito em pagar uma escola cara para a formação de seus filhos logo, o problema não é deles e sim da escola que deve arcar com toda a responsabilidade da educação e formação de seus filhos. Com relação aos valores morais então, pra que se preocupar com isso? Não vale nada nos dias de hoje mesmo então, que esses jovens aprendam com os exemplos a seu redor a saber utilizar de toda forma de "jeitinhos" para conseguirem o que quiser futuramente. Com todo esse painel lamentável que tracei, me vem a lembrança o título de um livro da área educacional que vi há alguns anos atrás e que seu título muito me chamou atenção. Reflete uma ironia que contudo, expressa a nossa realidade: Se você finje que ensina, eu finjo que aprendo", de Hamilton Werneck .

Passado alguns anos desde o lançamento desse livro (2002), vemos que a situação não mudou nada e que em alguns aspectos até piorou. Tenho cá comigo que a responsabilidade da mudança desse quadro está nas mãos não somente do governo como muitos dizem, mas em toda a sociedade brasileira que precisa mudar seu modo de enxergar as coisas. A mudança deve ocorrer na mentalidade, na consciência de que a educação vai muito além das fronteiras dos muros da escola. É algo complexo que passa inicialmente por cada lar, por cada família e só depois é que passa aos cuidados e responsabilidade da escola incluindo ai todo o grupo docente, toda a equipe administrativa. A proposta de uma boa educação está no empenho de todos família, escola e todos que trabalham direta ou indiretamente na formação das crianças e jovens. Logo, todos devem falar uma única linguagem afinal se os pais querem uma coisa e as escolas oferecem outra e ninguém busca um entendimento, o maior prejudicado sem dúvida será o estudante que não saberá pra que lado deve pender. Apesar de termos um presidente que chegou onde chegou sendo praticamente um analfabeto, isso jamais deve servir de exemplo ou estímulo para esses jovens que ainda nem ingressaram no mundo adulto mas que um dia serão o futuro de nosso país. Então? Qual a imagem que você faz ou quer ter de um futuro em nosso país? Um Brasil decadente repleto de analfabetos ou semi-analfabetos que serão incapazes de ter um senso crítico de suas próprias vidas seguindo sem rumo, nem planejamento ou pessoas totalmente alfabetizadas, donas de um poder de pensar, bem posicionadas em suas profissões, tendo uma qualidade de vida digna e em condições de proporcionar um futuro ainda melhor a seus filhos? Pense bem nisso e mude já seu conceito sobre educação.
O país precisa urgentemente dessa mudança.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

I Congresso de Tecnologias na Educação - 27 a 31 de outubro de 2008


Novidades acontecendo na área educacional que envolve a todos que se interessam e já trabalham com as tecnologias na área educacional. Você que é professor e demais profissionais que se interessam por esse assunto, vale a pena conferir.

ABERTAS AS INSCRIÇÕES AO CONGRESSO

A partir de hoje, dia 30, você já pode se inscrever no I Congresso de Tecnologias na Educação:
* como leitor,
* para apresentação de artigos,
* relatos de experiências
* e para fazer minicursos.
Em cada minicurso serão oferecidas 20 vagas .
Os artigos e relatos de experiências devem estar relacionados a um dos temas do Congresso:1- Aquisição da Leitura e Escrita com uso de Tic’s
2- Arte e Tecnologia
3- Aprendizado de línguas (materna e estrangeira) com uso de Tic’s
4- Blogs Educacionais
5- Formação de professore para uso das TICs
6- Ferramentas do Google Maps e Google Earth
7- Informática na Educação Especial
8- Inclusão Digital
9- Literatura e Tecnologias
10- Alfabetização e Letramento Digital
11- Leitura, escrita e Tecnologias
12- Softwares de jogos, no processo de aprendizagem
13- Mapas conceituais
14- Podcasts educacionais
15- Produção e uso de vídeos on line
16- Projetos colaborativos
17- Projetos interdisciplinares com uso de Tic’s
18-Uso de redes sociais na aprendizagem
19- Uso de recursos da Web 2.0
20- Uso de softwares de autoria
21- Software livre
Inscrições no Site do Congresso, neste link.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Biblioteca Escolar : Novidades!

Após um período ausente pois estou de férias (na realidade ainda estou), volto com novidades que muito me alegrou. Uma delas é sobre biblioteca escolar. Já estava sabendo desse evento mas até então não tinha nada ainda oficializado. Mas agora já está tudo acertado e já posso falar sobre ele. Em breve postarei todo o programa desse fórum. Notícia retirada do BOB NEWS, edição 29
Fórum Internacional sobre Bibliotecas Escolares e 4º Seminário de Biblioteca Escolar
O evento conjunto – iniciativa do Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª Região e da International Association of School Librarianship, reunirá profissionais, especialistas, professores e gestores públicos – nacionais e estrangeiros –, para refletir sobre a atual situação da biblioteca escolar no Brasil. Segundo a coordenadora da Comissão organizadora do CRB-8, Maria Helena T.C. de Barros, “o evento trará propostas concretas indispensáveis à efetiva inserção da biblioteca escolar no cenário educacional brasileiro. Nesse sentido, o programa pretende articular preocupações com ênfase no caráter e especificidade da biblioteca escolar na contemporaneidade, bem como questões mais amplas, ligadas às políticas públicas para a área, tanto no âmbito nacional quanto do Exterior”. Agende: 21 e 22 de outubro na cidade de São Paulo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

A nave vai decolar

Notícia retirada do Blog do Beto Largman - 26/05/08


Um projeto na área educacional que une parceiros de peso no mercado e que visa uma educação pública com o que há de mais avançado e moderno em tecnologia. De que se trata? De um sonho? Não, estou falando aqui da parceria entre a Oi Futuro e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) do Rio de Janeiro. A iniciativa capacitará jovens estudantes do ensino médio para as novas tecnologias do mundo contemporâneo. A meta é prepará-los para que, no futuro, possam ter facilidade para exercer profissões como, por exemplo, roteirista, programador, designer e gestor, para atuar em TV digital, internet, celular e jogos eletrônicos - e em outras atividades que ainda nem existem, mas que, com certeza, existirão. Sem dúvida um projeto ousado que espero, não pare pelo caminho pois o que não falta são jovens interessados em aprender.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Campanha "A Blogosfera Contra o Analfabetismo"


Muito temos falado sobre a questão do analfabetismo aqui no Brasil e qual a contribuição que podemos dar para sanar esse problema tão grave em nossa sociedade. Enquanto não nos conscientizarmos de vez da necessidade de se tratar a educação com seriedade e com propostas objetivas, dificilmente subiremos nesse ranking tão vergonhoso em que nos encontramos. Falando um pouco sobre a minha contribuição, apesar de não ser algo concreto e direto, como bibliotecária procuro estar sempre atenta as questões de aprendizagem e aqui onde trabalho, o colégio há alguns anos tem desenvolvido um projeto em parceria com o hospital Sírio Libanês e o SENAI na alfabetização de adultos. Esse projeto tem alfabetizado alguns de nossos funcionários da limpeza que até então, não sabiam ler ou se sabiam, liam muito mal e escreviam pior ainda. A biblioteca sempre serviu de suporte para esses funcionários e professores oferecendo material de apoio para todos. Fico sempre muito satisfeita quando vejo alguma daquelas pessoas que antes, não liam absolutamente nada e que aos poucos, com minha ajuda e contribuição foram tomando gosto pela leitura. Há casos de pessoas que hoje, não passam um dia sem ler e isso é motivo de orgulho para mim afinal, sempre gostei de incentivar a leitura e como procuro sempre conhecer as pessoas para poder sugerir livros, hoje posso dizer que além de um leitor, ganhei mais um amigo.
Bom deixando de lado toda essa história pensei muito em como contribuir para amenizar o analfabetismo e pensei em desenvolver um projeto e apresentá-lo ao prefeito de minha cidade. Não é fácil sensibilizar as pessoas sobre essa questão afinal, todos concordam mas sempre saem pela tangente alegando falta de tempo, família para cuidar aos finais de semana e etc. Aqui mesmo no colégio onde trabalho, tenho conversado muito com algumas professoras e acredito que aos poucos, essa idéia possa amadurecer em todos e daí surgir ´projetos para serem implantados em vários locais. Ontem mesmo conversei com meu irmão que também é professor e coordenador do projeto Escola Família num bairro de minha cidade e já iniciamos algo que possa se concretizar naquele colégio pois a camunidade de lá é bem carente e conta muitocom o apoio deles. Enfim, hoje dia 18 sem dúvida se torna um marco em nossas idéias e ações que ao meu ver,pode até ser que pareçam diminutas mas que podem vir a crescer e tornar uma realidade. Basta que para isso todos se unam num único ideal: ver nossas crianças alfabetizadas (aliás, muito bem) e nossos adultos que na infância não tiveram essa chance, iniciarem um novo ciclo em suas vidas descobrindo a magia das palavras escritas. Obrigada Georgia,por ter iniciado essa campanha tão bonita e tão válida através de seu blog e por ter nos sensibilizado com essa questão. O país depende muito mais de nós, cidadãos comuns do que de políticos que tem como único interesse, os seus próprios umbigos. Nos mobilizando e transformando nossos sonhos em ações objetivas é que cresceremos como nação. Não vamos deixar a peteca cair. E no dia-a-dia, procurarei sempre colocar algo sobre o que se tem feito na área de alfabetização por aqui e em meu bairro.
ALFABETIZAÇÃO JÁ! ACORDA BRASIL!