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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Adoção, um ato de nobreza! - Texto 2


Quando nosso colega Dácio desenvolveu esse tema, realmente suas palavras tiveram um peso e uma verdade incontestável: Adoção realmente é um ato de nobreza. Amar quem é sangue de nosso sangue, amar quem foi planejado e gerado com amor é simples, fácil e...natural. Nós, seres humanos apesar de nos considerarmos animais racionais, somos movidos por uma complexidade de dar nó na cabeça de qualquer sábio desse ou de outro planeta. Amar ao próximo, principalmente quando esse próximo é alguém distante de nós, vindo de uma realidade diferente da nossa enfim, um completo desconhecido, é quase sempre muito difícil quando não, impossível. Mas há pessoas que trazem em si, sentimentos que extrapolam nossa pequenice do dia-a-dia e expandem seu amor a outros desprovidos de uma realidade doce como a nossa. Tomar a decisão de adotar um filho, pegando para si, a responsabilidade de uma vida desconhecida até então, é algo muito sério e grandioso e nem todos se encontram em condições emocionais e psicológicas para encarar uma atitude dessas. Como já disse anteriormente,não sei se teria condições de adotar uma criança mas confesso que tenho a maior admiração por quem já tomou essa decisão e levou adiante esse projeto de vida. Indico um site que é bem legal e trás dicas de livros sobre o assunto além de depoimentos e artigos e orientações para quem deseja adotar uma criança e também orientações para os adotados.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Blogagem coletiva: Adoção, um ato de nobreza!



Quando a Georgia do Saia Justa me convidou para participar dessa blogagem coletiva, confesso que vacilei um pouco pois de imediato, esse tema me pareceu muito distante de minha realidade.
Pensei comigo: falar sobre adoção? Mas o que posso falar sobre adoção se esse tema é tão desconhecido para mim? O que posso eu, mulher, solteira, nunca me casei nem fui mãe, vivo distante do universo infantil, o que tenho a falar? Se é que tenho algo a falar...Pensei, pensei, e descobri que tenho sim algo a dizer.
Apesar de nunca ter constituido família, pelo menos nos moldes tradicionais, sempre fui um pouco "mãezona" de todos. Para aqueles que são ligados em astrologia, vão de imediato dizer que é porque sou uma canceriana legítima. Adoro família, sempre fui muito carinhosa com todos, gosto de afagar aqueles que tanto amo e não tenho problema nenhum em demonstrar meus sentimentos. Por outro lado, apesar de todo esse amor que carrego em meu peito, nunca passou por minha cabeça a idéia de um dia ser mãe. Lembro-me de meus tempos de colégio quando outras colegas de minha idade sonhavam acordadas pensando em seus futuros ao lado de um homem maravilhoso e de filhos queridos. Confesso que achava aquilo tudo muito enfadonho e pequeno para mim. Quando elas perguntavam pra mim como eu me via daqui a alguns anos, se espantavam quando respondia que me via independente, solteira, dona do meu próprio nariz, numa profissão que eu gostasse muito. Tá mas...e casamento? e filhos? Eu sempre respondia que não conseguia me ver nessa imagem que elas tanto gostavam. Minhas colegas ficavam intrigadas e acredito até que muitas me achavam esquisita por pensar assim. O tempo passou, amadureci, estudei e muito, hoje tenho uma profissão que amo. Exatamente como me via há trinta anos atrás. Contudo, no passar dos anos, adotei tantas crianças que hoje já se tornaram adultas como eu. A minha forma de ter "filhos" foi outra. Não gerei em meu ventre nenhum ser porém, nesses anos trabalhando na área educacional, convivi com tantas crianças e adolescentes, acompanhei seus crescimentos, suas dúvidas, suas inquietações que, de certa maneira, acabei por adotá-los em meu coração, em meu dia-a-dia e todos eles passaram a fazer parte de minha grande família humana. Tenho meus sobrinhos, que de forma indireta, são meus filhos também. O amor e a preocupação que nutro por eles é algo que extrapola qualquer tentativa de explicação. Essa é apenas uma das inúmeras formas de amar. Essa é apenas uma forma de se adotar um ser em nossas vidas. Mas, existe uma outra forma, que exige uma tomada de decisão que muda toda a sua rotina e responsabilidade: a real adoção de uma criança. E sobre isso, falarei em outro texto.