quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Leitor de livros eletrônicos gera polêmica

Há algum tempo atrás falei sobre o lançamento do e-book da Amazon. Lembram-se? Mais notícias sobre ele. Agora, com uma polêmica.
(Notícia retirada do PublishNews, 17/02/09)
Ler um livro em voz alta pode ser considerado pirataria? O novo aparelho que reproduz livros eletrônicos da Amazon, o Kindle 2, tem gerado polêmica no mercado editorial norte-americano desde seu lançamento por causa de uma função que faz algo parecido com uma leitura robótica dos livros eletrônicos. A ferramenta, que está na segunda versão, é uma espécie de "iPod dos livros". O Kindle 2 reproduz na tela uma versão eletrônica de um livro comprado pelo usuário no próprio site da Amazon.com. Como gadget também é capaz de "ler" em voz alta o texto do e-book, isso causou controvérsia entre editores e agentes literários nos EUA. De acordo com o Wall Street Journal, o presidente do sindicato dos autores, Paul Aiken, afirmou que comprar o livro eletrônico e instalar no aparelho não dá ao usuário o direito de ouvi-lo em voz alta, em áudio. Segundo ele, essa reprodução configura "um direito de reprodução auditiva, que está previsto na lei de direitos autorais". De acordo com o advogado Rony Vainzof, especializado em direito eletrônico e autor de livros sobre o tema, no Brasil uma situação como essa dificilmente caracterizaria violação dos direitos autorais. (Estado.com - 13/02/2009 - Por Ana Freitas )
Veja a galeria de fotos do Kindle 2

2 comentários:

Michelle disse...

Olá!

Muito obrigada pela visitinha e parabéns pelo blog de alta qualidade!

Abraços, Michelle

Anônimo disse...

Sinceramente, logo vão querer obrigar a gente a parar de pensar, pois dirão que isso também é pirataria. Se ouvir um audio-book em voz alta é considerado pirataria, o que dizer então das pessoas que ouvem músiva com volume alto? Isso também não é pirataria, afinal de contas, se meu vizinho comprou um CD e põem pra ouvir, tá fazendo pirataria, pois eu, por tabela, tô ouvindo o CD sem ter pago nada por ele.
Acho que, em termos de antipirataria, as entidades ainda estão na Idade Média, fazendo caça as bruxas e reacriando o Estado da Inquisição virtual!!!