quinta-feira, 18 de junho de 2009

Censura a livros...humm esse filme eu já vi

Acredito que já comentei por aqui que o tema defendido por mim em meu TCC foi a censura a livros, editoras e escritores durante a ditadura militar. Na época, pesquisei a fundo essa temática e acabei ficando quase "especialista" no quesito censura. Afinal, para ficar melhor informada sobre o assunto, li tudo o que se referia à censura no país durante as décadas de 60 e 70. E quanto mais lia, mais me conscientizava dos males que essa conduta tem para com a sociedade.
Aliás, a sociedade brasileira sofreu séríssimos danos culturais e de formação após a censura que se estabeleceu durante o governo militar. A educação principalmente, foi a mais afetada e todas as gerações que vieram após essa ditadura, teve perdas lamentáveis em sua formação. Toda essa introdução que faço, é para falar de uma nova onda de censura que surge de forma branda (aliás, ela sempre surge assim) e isso desde já, me preocupa.
Censura a livros chega ao Paraná
A onda de caça a obras literárias disponíveis em bibliotecas escolares chegou ao Paraná. O vereador Jair Brugnago (PSDB), de União da Vitória, na Região Sul do estado, retirou das prateleiras da biblioteca da Escola Estadual São Cristóvão, onde é diretor, duas obras literárias indicadas para alunos de ensino médio. Após considerar o conteúdo dos livros inadequado, Brugnago entrou com ação no Ministério Público do município para pedir que todos os exemplares de Amor à Brasileira – que reúne vários contos, dentre eles um de Dalton Trevisan – e Um Contrato com Deus – e Outras Histórias de Cortiço, do escritor americano Will Eisner, sejam retiradas de todas as escolas da cidade. A retirada dos livros é criticada por especialistas (ver matéria nesta página).
As obras são enviadas pelo Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional das Bibliotecas Escolares (PNBE), às escolas públicas de todo país. Elas fazem parte de uma lista selecionada e analisada por uma comissão de professores universitários da área selecionados pelo MEC. Os livros só chegam às bibliotecas das escolas depois de aprovados. A ação do vereador ocorreu após casos semelhantes em São Paulo e Santa Catarina. Em São Paulo, o conteúdo de Um Contrato com Deus já havia sido questionado por alguns educadores (leia box) por conter cenas de violência, sexo, estupro e pedofilia. Escrita em 1978, a obra recria memórias da infância do autor, vivida em um cortiço do Bronx, em Nova Iorque, nos anos 30. Eisner é considerado um dos artistas mais importantes de histórias em quadrinhos e da cultura popular do século 20.

2 comentários:

Profe Suely disse...

Oi, Roseli!

A censura às obras de Will Eisner, enviadas pelo MEC, chegou ao RS também!

Me dá um frio na espinha essa atitude de alguns colegas, com a conivência do governo do estado!
Como tu disseste "uma nova onda de censura que surge de forma branda (aliás, ela sempre surge assim)"!

Escrevi sobre isso no Ufa! Vou colocar um link para tua postagem!!

Abraços!!

Roseli Venancio Pedroso disse...

Pois é Suely,
Isso ao meu vr é preocupante pois a censura vem a princípio assim, leve, sutil, travestida de coisa boa mas no final descamba para a total ignorância de uns sobre a grande maioria. E nossa liberdade de expressão onde fica? E nossa democracia? Obrigada pela visita. Vou dar uma pasadinha por lá.
Abraço